Como diria um amigo meu, em tom de brincadeira: “Isto ‘tu nunca pensou’ que aconteceria, né?”
Há muitos anos defendo a premissa de que projetar a iluminação de um espaço é, essencialmente, fazer Direção de Fotografia. É pensar a luz como narrativa, como geradora de atmosfera e emoção, exatamente como no cinema. Mas confesso que, no início, defender essa tese me parecia algo quase ousado demais. Sabe aquelas ideias que, quando expressas em voz alta, nos fazem hesitar?
Pois bem. O que começou de forma tímida, com as minhas primeiras linhas sobre a iluminação na sétima arte, consolidou-se como uma realidade sólida. Há cerca de três anos, meu trabalho entrou no radar da indústria: passei a receber links antecipados e materiais exclusivos de grandes plataformas de streaming, como Netflix, Disney, Paramount, Apple TV, Nat Geo e Hulu, para tecer análises e considerações sobre fotografia.
O que antes era um exercício de escrita transformou-se em um dos meus maiores prazeres profissionais. O reconhecimento mais recente dessa trajetória vem com o EMMY 2026, premiação para a qual já estou debruçado sobre inúmeros episódios e séries enviados para avaliação.
Longe de ser um estudo isolado, essa imersão no universo cinematográfico alimenta diretamente a prática do nosso Atelier de Iluminação. Toda a sensibilidade dramática, o controle dos contrastes e a sofisticação técnica que vemos nas telas se traduzem, diariamente, nos projetos de iluminação que desenvolvemos para os nossos clientes. Afinal, a arquitetura real também merece ser iluminada como uma grande história.
Aqui embaixo, uma pequena amostra do que já recebemos para considerações até o momento.


