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OPPENHEIMER

E finalmente veio o momento de assistir Oppenheimer no cinema!! Expectativas atingidas com sobras, as 3 horas de filme passaram tranquilamente, um filme de texto, som e fotografia!
Uma Direção de Fotografia fabulosa, impecável do Suíço Hoyte Van Hoytema.
Nascido na Suíça e criado na Holanda, van Hoytema estudou cinematografia na Escola Nacional de Cinema da Polônia, mas só depois que a Academia Holandesa de Cinema rejeitou sua inscrição – duas vezes. Ao se formar, ele voltou para Amsterdã e tentou se firmar na indústria. Ele serviu como carregador de claquete para Jules van den Steenhoven, NSC, e como estagiário de câmera para Robby Müller, NSC, BVK e, embora tenha trabalhado com cada diretor de fotografia apenas uma vez, ambos se tornaram mentores.
Van Hoytema já havia feito a parceria com Christopher Nolan em Interstellar.
Aqui não dá para não falar que se fala em um momento histórico de dois filmes que disputam todas as atenções: OPPENHEIMER e BARBIE! Que também comentaremos em breve.
Todo o filme é feito em IMAX, infelizmente não temos salas disponíveis, mas o relevante sobre isto é que ele é feito em uma visão analógica! Como assim? Trata-se de um filme historicista e baseado em uma biografia estruturada, entenda-se que existem imagens da época, inclusive você pode ver algumas aqui a baixo.
Inclusive a IMAX fabricou especialmente uma película em P&B, coisa que não existia para IMAX.
Mas entrando na Direção de Fotografia do filme, o que se percebe é um universo de personagens, mais de 100 acredito, personagens históricos, grandes cientistas em um texto muito denso, só não mais denso que a história em si, pois Oppenheimer ou Oppi como o chamavam é considerado o “pai da bomba atômica”, o que é um peso gigante nas costas.
Gostei muito da fidelidade arquitetônica da iluminação, ou seja, iluminação muito condizente com a época, os ambientes internos raramente tinham mais luz do que a vida lá atrás proporcionava, outro ponto forte é a luz externa, devido a tensão do filme, raramente as imagens eram plenas em luz ou sol abundante, os aspectos psicológicos da luz são fundamentais na criação do clima do filme, aqui algo que repito e repito, a boa iluminação ma Direção de Fotografia ajuda a narrar a história em seus momentos e não apenas iluminar. Mas para mim, o ponto alto da iluminação é a iluminação facial! A melhor que vi nos últimos tempos, porque também os atores eram maravilhosos em sua interpretação e a luz revelava todo o sentimento do momento.
Fica difícil até escolher uma sequência, mas a cena do teste da bomba, Trinity, é algo complexo em luz, sentimento e som, que será daquelas cenas que serão lembradas pela vida toda do cinema.

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